SECRETARIA DE MUNICÍPIO DA SAÚDE

Município realizou ações preventivas junto à população no Dia Nacional de Combate à Hipertensão Arterial

26/04/2013 | atualizado às 17h42m


Pacientes recorreram à unidade para verificar a pressão arterial e receberam orientações sobre saúde/Foto: João Vilnei

A Hipertensão Arterial é um mal silencioso que pode trazer consequências muito graves à saúde das pessoas. A pressão alta, como é mais conhecida, é uma doença que acomete vasos, coração, cérebro, olhos e rins. A pressão sobre as artérias provoca dificuldades para a circulação do sangue e os órgãos ficam sobrecarregados. É considerado hipertensa aquela pessoa que ao verificar a pressão arterial, pelo menos duas vezes ou mais, em dias alternados, ela esteja igual ou maior que 140/90 mmHg (sistólica ou diastólica).

Esta sexta-feira (29) foi o Dia Nacional de Combate à Hipertensão e, para chamar a atenção para o problema, a Prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Saúde, realizou uma atividade de prevenção e conscientização junto à Unidade de Saúde Erasmo Crossetti, localizada na Rua Floriano Peixoto. Outra ação aconteceu no Centro Social Urbano, na Vila Oliveira.

Na UBS Erasmo Corrsetti, além da medição da pressão arterial, a equipe de enfermagem e os acadêmicos dos cursos da área da saúde da Universidade federal de Santa Maria (UFSM) e da Unifra (enfermagem, fisioterapia e nutrição) realizaram a aferição antropométrica, que consiste na verificação do peso e altura para o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). O objetivo era ver se o paciente estava acima do peso e fornecer todas as orientações sobre alimentação saudável, colesterol e atividade física, entre outras.

A ação aconteceu das 8h às 12h e foi coordenada pela responsável técnica pela Política de Hipertensão (HAS) e Diabetes (DM), da Secretaria de Saúde, enfermeira Maria Elizete Nunes da Silva. A enfermeira alerta que as pessoas para que procurem as unidades de saúde para fazer a verificação de pressão regularmente e não só no dia da campanha. “Como é um mal silencioso, a pessoa não sabe que está hipertenso”, salienta Maria Elizete.

Saiba mais sobre a Hipertensão Arterial
Dados divulgados pela Secretaria de Saúde apontam que, atualmente, cerca de 24.470 mil santa-marienses estão cadastrados e são acompanhados nas unidades de saúde (UBS) e ESFs do município no programa SIS Hiperdia (Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão e ao Diabetes Mellítus). No entanto, muitas pessoas ainda não possuem o diagnóstico, principalmente pelo fato da Hipertensão Arterial ser uma doença assintomática e que, geralmente, é diagnosticada devido às complicações desenvolvidas ao longo do tempo.

Segundo a responsável técnica pela Política de Hipertensão (HAS) e Diabetes (DM), da Secretaria de Saúde, o município de Santa Maria disponibiliza tratamento farmacológico e acompanhamento para que o paciente hipertenso possa manter-se saudável. A enfermeira acrescenta que os profissionais de saúde também estão aptos para fazer os devidos acompanhamentos e direcionamentos.

Hipertensão Arterial: dados epidemiológicos
Estima-se que haja 30 milhões de hipertensos no Brasil, cerca de 30% da população adulta, sendo que entre as pessoas com mais de 60 anos, mais de 60% têm hipertensão. No mundo, são 600 milhões de hipertensos, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O número de crianças e adolescentes hipertensos vêm aumentando a cada dia. A Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) estima que 5% da população com até 18 anos tenham hipertensão, o que significa um contingente de 3,5 milhões de crianças e adolescentes brasileiros.

Causas
Em 95% dos casos, a causa da hipertensão arterial (HA) é desconhecida, sendo chamada de HA primária ou essencial. Nesses pacientes, ocorre aumento da rigidez das paredes arteriais e a herança genética pode contribuir para o aparecimento da doença em 70% dos casos.

Risco para desenvolver
Pessoas com história familiar de hipertensão podem apresentar maior risco para a doença. Níveis elevados de pressão arterial são facilitados por fatores como a elevada ingestão de sal, baixa ingestão de potássio, alta ingestão calórica e excessivo consumo de álcool. Os dois últimos fatores de risco são os que mais contribuem para o desenvolvimento de peso excessivo ou obesidade, que estão diretamente relacionados à elevação da pressão arterial.

O aumento do risco cardiovascular ocorre também pela agregação de outros fatores, tais como tabagismo e dislipidemia, que são as alterações nos níveis de colesterol e triglicerídeos, intolerância à glicose e Diabetes Mellitus.

Sintomas
Na maioria dos casos não são observados sintomas. Quando estes ocorrem, são comuns a outras patologias, tais como dor de cabeça, tonturas, cansaço, enjoos, falta de ar e sangramentos nasais. Por isso, a hipertensão arterial é conhecida como uma doença silenciosa. Isto pode dificultar o diagnóstico ou fazer com que os pacientes esqueçam de usar os medicamentos necessários para controlar a pressão arterial.

Complicações
O aumento contínuo da pressão arterial faz com que ocorram danos às artérias. Elas tornam-se mais espessas e estreitas, podem começar a ter placas de gordura aderidas a sua superfície, dificultando o fluxo sanguíneo. As artérias vão perdendo sua elasticidade, podendo entupir ou romper.

Essas complicações da hipertensão atingem mais frequentemente o coração, cérebro, rins, olhos e artérias periféricas. Podendo levar ao infarto agudo do miocárdio (IAM), insuficiência cardíaca, arritmias cardíacas, acidente vascular cerebral, insuficiência renal, problemas oculares como diminuição da visão e alterações na retina ou problemas circulatórios.

 

Texto: Jorn. Vera Jacques
Fotos: João Vilnei

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