Prefeitura debate estratégias de combate à Covid-19 com representantes da Medicina do Trabalho
26/03/2021 | atualizado às 17h37m
Encontro ocorreu na manhã desta sexta-feira (26), no Centro Administrativo
Evitar a propagação do coronavírus é um trabalho que deve ser feito em rede, entre cidadãos, poderes públicos e setor privado. A partir desta premissa, a Prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Saúde, do Comitê Estratégico de Covid-19 e da Vigilância em Saúde, convocou uma reunião com representantes das empresas da Medicina do Trabalho para debater estratégias de como reforçar cuidados durante a pandemia nos mais variados ambientes de trabalho. O encontro ocorreu, na manhã desta sexta-feira (26), no Centro Administrativo, e seguiu todos os protocolos de saúde e segurança.
O vice-prefeito Rodrigo Decimo agradeceu pela presença de todos e reforçou a importância do trabalho conjunto neste momento tão difícil da pandemia de Covid-19. A secretária adjunta de Saúde, Ana Paula Seerig, pontuou que os cuidados para evitar a propagação do coronavírus são de cunho comportamental e que as pessoas acabam minimizando as rotinas necessárias com o passar do tempo.
“Faz um ano que falamos sobre isso. As pessoas sabem o que precisam fazer, não é novidade para elas. Mas, com o tempo, as pessoas vão reduzindo os cuidados, por vários motivos, e nós precisamos lembrá-las de como a simples ação de passar álcool em gel nas mãos pode fazer uma grande diferença. Com a nova cepa circulando, temos alguns ajustes a serem feitos na rotina, e nós precisamos reforçar isso. Contamos com vocês para nos ajudarem a reiterar essas informações”, destacou Ana Paula.
O coordenador do Centro de Referência Municipal de Covid-19, o médico epidemiologista do Município Marcos Lobato, ratificou o pensamento da secretária adjunta de Saúde e pontuou que a nova cepa do coronavírus tem carga viral mais alta, por isso, os cuidados precisam ser redobrados e ajustados. Ele lembrou que, neste momento, é importante fazer o uso da máscara de proteção facial de forma correta e que todo funcionário com sintomas, por mais leves que sejam, devem ser afastados do ambiente de trabalho para reduzir o risco de contaminação.
“Vivemos, com certeza, o momento mais crítico da pandemia. Por isso, é prioridade seguir com todos os protocolos de saúde e segurança, inclusive, o eventual afastamento de trabalhadores caso seja necessário. É melhor afastar um funcionário por 10 dias, 15 dias ou o tempo que for preciso, do que mantê-lo no trabalho porque ‘o sintoma é leve e nem se sabe se é Covid-19’e, mais adiante, ter que fechar o empreendimento por que mais pessoas estão infectadas. O nosso interesse não é em lockdown, mas, sim, evitar a propagação do vírus”, salientou Lobato.
Para a controladora-geral do Município, Carolina Lisowski, que também é integrante do Comitê Estratégico, as empresas de Medicina do Trabalho são o elo entre os empreendimentos e o setor de saúde, por isso, têm mais respaldo ao falar diretamente com os empregadores. O superintendente de Vigilância em Saúde, Alexandre Streb, ressaltou que a reunião não tinha como propósito induzir à ideia de que os empresários são “responsáveis” pela propagação, pelo contrário, e destacou que o empresariado local move e aquece a economia do Município. Exatamente por isso que há a necessidade de reforçar os protocolos para que seja possível manter os setores em funcionamento.
Também participaram da reunião, o diretor da Protege, Zoé Dalmora, e a gerente, Thais Sarton; o médico Paulo Barcelos e o administrador da Consulting, Júnior Rocha; a proprietária da Nexen, Daniela Dornelles, e o engenheiro em Segurança do Trabalho Lúcio Nunes; a engenheira em Segurança do Trabalho Ana Elisa Marchezan, da Cametra; a proprietária da Atena e engenheira em Segurança do Trabalho, Andreia Vielmo; e o supervisor em Medicina do Trabalho Leandro Bellina, da Unimed.
Texto: Joyce Noronha (Mtb: 16.033)
Fotos: Guilherme Scapin Borges (Mtb: 18.470)
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