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20/07/2011 21/07/2011 10h25m

Cultura afrodescendente ganha espaço em oficinas no Museu Treze de Maio

Aula de capoeira / Foto: Divulgação Museu Treze de maio

Com o intuito de mobilizar a comunidade negra por meio do resgate da cultura afrodescendente, há cerca de nove meses foi reativada a Coordenadoria Municipal de Promoção da Igualdade Étnico- Racial, que funciona junto ao Museu Treze de Maio. O órgão é coordenado pela professora Sirlei Terezinha Barbosa, que assumiu a função em 2010. A entidade, que está ligada a Secretaria de Município de Relações de Governo e Comunicação, debate tópicos como o resgate da história, preservação da identidade e cultura africana.

No espaço também funcionam oficinas gratuitas como a de capoeira e de dança-afro. O objetivo principal das atividades é possibilitar aos participantes a valorização da cultura afrodescendente, explica a diretora cultural do Museu, Marta Messias da Silveira, mais conhecida como professora Jamaica. Atualmente o grupo de dança conta com cerca de 30 integrantes e o de capoeira com 40. “Queremos sensibilizar a comunidade para construirmos políticas de inclusão e combate a discriminação”, destaca.

Desde sua implantação, em 2001, as oficinas têm auxiliado na redução dos números de evasão escolar. “Estamos incentivando a qualificação dos participantes. Notamos que os alunos estão buscando sua capacitação”, destaca Marta. Podem participar das oficinas crianças a partir de sete anos e adultos sem determinação de idade. Além das oficinas, a diretoria do Museu Treze de Maio promove pesquisas sobre os clubes negros existentes no país e faz o resgate de documentos históricos do local. De acordo com o último balanço realizado pelo órgão, em 2006, existem 57 clubes negros no Estado.

Referência para pesquisa

No último domingo (17), representantes do tradicional bloco baiano de carnaval, Ileaiê, vieram a Santa Maria para pesquisar sobre a realidade dos negros no município. De acordo com a diretora do Museu Treze de Maio, Giane Vargas Escobar, Santa Maria foi uma das sete cidades do Estado escolhidas para ser base da produção do samba enredo 2011, cujo tema será “Negros do Sul, lá também tem!”.

O encontro iniciou às 14h e reuniu integrantes do movimento negro e a comunidade em geral envolvida com o tema, no Museu Treze de Maio. “Tivemos a felicidade de sermos contemplados neste ano com este estudo. Os representantes do bloco vieram para saber onde estão os negros, o que eles estão fazendo, suas lutas e seus avanços para que isto seja contado em uma história”, explica Giane.

Além de Santa Maria, o bloco pesquisará a realidade dos negros de Porto Alegre, Pelotas, Rio Grande, Jaguarão, Bagé, Santana do Livramento e Caxias do Sul. O Estado de Santa Catarina será representado pelas cidades de Itajaí e Florianópolis. Já o Paraná terá como fonte de pesquisa Curitiba e Londrina.

Espaço preservado

O Museu Treze de Maio é o primeiro museu da cultura afro-brasileira cadastrado no Estado do Rio Grande do Sul, lançado em 2002 pelo Sistema Estadual de Museus (SEM/RS). O espaço, que sofreu reformas em 2003, é destinado à preservação da cultura negra.

 

 

Texto: Mayura Leal
Foto: Divulgação/ Museu Treze de Maio





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