Secretaria de Educação realiza primeira cedência de 2026 da Mala Antirracista para a EMEF Euclides da Cunha
17/03/2026 | atualizado às 14h49m
Escola terá 15 dias para desenvolver atividades com materiais voltados à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental
Dando continuidade às ações iniciadas em 2025 na Rede Municipal de Ensino (RME), a Secretaria Municipal de Educação realizou, nesta terça-feira (17), a primeira cedência de 2026 da Mala de Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER). A Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Euclides da Cunha, no Bairro Carolina, foi a unidade contemplada, recebendo duas malas com propostas pedagógicas voltadas à promoção da educação antirracista.
Uma das malas é direcionada à Educação Infantil e aos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, enquanto a outra reúne materiais pensados para os Anos Finais. O objetivo é apoiar práticas pedagógicas inclusivas, valorizando a diversidade étnico-racial e promovendo o respeito às diferenças desde os primeiros anos escolares.
Na escola, os materiais foram recebidos pela diretora Liliana Pincolini, pela vice-diretora Selma de Oliveira, pela professora Márcia Botega e por estudantes da turma de Pré-Misto. A entrega foi realizada pela secretária adjunta de Educação, Adriana Bonumá, juntamente com as integrantes do Comitê Gestor de Educação para as Relações Étnico-Raciais (CGERER), Crisciani Marim e Juliana Silveira.
As crianças demonstraram entusiasmo ao explorar os itens da mala destinada à Educação Infantil, que reúne livros, jogos, brinquedos e bonecas que representam diferentes etnias e características físicas. A professora Márcia destacou a importância da diversidade dos materiais.
“É muito significativo ver as crianças explorando os brinquedos com curiosidade e interesse. Já temos uma boneca negra na sala, mas a mala amplia esse repertório, trazendo diferentes representações, com variados materiais, estilos e características. Isso contribui para que as crianças se reconheçam e valorizem a diversidade desde cedo”, ressaltou.
As malas foram elaboradas pelo CGERER e incluem materiais com temática étnico-racial. Durante a entrega, as integrantes do comitê também realizaram uma breve interação com os estudantes sobre a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Crisciani, que atua como Tradutora e Intérprete de Libras (TILS), ensinou sinais como “mala” e “brincadeira”, ampliando o contato das crianças com a comunicação inclusiva.
As Malas ERER permanecerão na escola por 15 dias. Durante esse período, os professores poderão utilizar os materiais para desenvolver atividades pedagógicas de forma lúdica e transversal, envolvendo todas as turmas, da Educação Infantil ao Ensino Fundamental. Após esse período, os kits seguirão para outras escolas da Rede Municipal, fortalecendo o compromisso com uma educação mais inclusiva, diversa e equitativa.
Texto: Joyce Noronha (Mtb: 16.033)
Fotos: João Alves (Mtb: 17.922)
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