Com apoio da Prefeitura, loja inaugura Banco Vermelho para reforçar combate à violência contra a mulher

25/11/2025 | atualizado em 28/11/2025 às 16h33m


Iniciativa une poder público e setor privado para ampliar a conscientização e oferecer apoio às vítimas de violência

A Prefeitura de Santa Maria, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, participou da inauguração de um Banco Vermelho em um empreendimento comercial no Município nesta terça-feira (25). A iniciativa símbolo de denúncia do feminicídio e da violência contra a mulher teve início em santa Maria no mês de agosto, quando o primeiro Banco Vermelho foi instalado pelo Executivo no Calçadão Salvador Isaia.

Nos últimos três anos, Santa Maria tem fortalecido sua rede de proteção às mulheres por meio do Centro de Referência da Mulher (CRM), da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e da Patrulha Maria da Penha, da Brigada Militar.

“O CRM oferece um espaço seguro e acessível para que as mulheres possam denunciar e garantir sua proteção. São histórias de resistência que mostram quantos feminicídios foram evitados e quantas vidas foram preservadas. Portanto, o Banco Vermelho reforça que nenhuma mulher está sozinha e que denunciar o agressor é um ato de coragem que pode salvar vidas. Afinal, a luta pela liberdade de decidir sobre sua própria vida e futuro é de todas as mulheres”, afirma o secretário de Desenvolvimento Social, João Chaves.

O proprietário da loja Paccini Moda Íntima e Fitness, Rodrigo Puccini Cesar, responsável pela instalação do Banco Vermelho, enfatizou o comprometimento da empresa para colaborar no combate à violência contra a mulher.

“Além de disponibilizarmos aqui na loja os números dos canais de denúncias, implementamos um código interno que permite às clientes sinalizar às nossas consultoras, de forma discreta e segura, quando estão passando por algum tipo de violência. A partir deste alerta, a rede de apoio poderá agir com rapidez, acolhendo e prestando o encaminhamento adequado às mulheres em um espaço de confiança e proteção”, disse o proprietário.

Conforme a conselheira do Conselho Municipal dos Direito das Mulheres (Comdim) e coordenadora do projeto Banco Vermelho, em Santa Maria, Diocelia Martins Teixeira, a ação ressalta a necessidade de apoiar as mulheres. Ela explica o simbolismo do banco, com sua cor vermelha que representa o sangue das vítimas de feminicídio.

Em Santa Maria, o Banco Vermelho possuiu lei própria, proposta pelo vereador Sidinei Cardoso, que acompanhou a entrega do banco nesta terça-feira. A lei prevê ações de conscientização em lugares públicos e premiação de projetos no âmbito do Agosto Lilás, mês destinado à conscientização para o fim da violência contra a mulher.

Também participaram do ato de inauguração do banco a presidente do Comdim, Maria Aparecida Brizola Mayer; a coordenadora do CRM, Luci Freitas; a delegada da Deam, Elizabete Shimomura; a analista do Sebrae RS, Andrea Capssa; a presidente da CDL Santa Maria, Maria Elizabeth Flores; a contadora e consultora da campanha de Imposto Solidário em Santa Maria, Rosaura Vargas; o vereador Sidinei Cardoso.

BANCO VERMELHO

A iniciativa Banco Vermelho, símbolo de denúncia do feminicídio e da violência contra a mulher, teve início em 2016, na Itália. Desde então, espalhou-se por diferentes países. No Brasil, a vertente trazida da Europa já está presente em 13 locais do Rio Grande do Sul. Na luta pelo fim da violência contra as mulheres e pelo feminicídio zero, há, ainda, a atuação do Instituto Banco Vermelho, de Pernambuco, que preza pelos mesmos valores, com atuação por meio de ações, palestras, tecnologia, educação, intervenções urbanas, projetos de lei e outras iniciativas essenciais para proteger e salvar vidas de mulheres.

Texto: Gabriel Marques (MTb: 20.860)
Fotos: João Alves (MTb: 17.922)
Secretaria de Comunicação
Prefeitura de Santa Maria

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