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Publicada em 21/02/2012 - Atualizado em 21/02/2012 13h43m

Ofensiva: agentes da dengue da Prefeitura visitam mais de mil residências do Bairro Tomazzeti

A última semana foi de trabalho intenso e sem folga para os agentes da Dengue da Secretaria de Município da Saúde. Desde a última quinta-feira (16), todos os treze profissionais do Setor de Vigilância em Saúde atuam, em dois turnos de seis horas cada, no trabalho de prevenção e combate ao mosquito Aedes Aegypti, no Bairro Tomazzeti, região Sul da cidade. Mais de mil residências foram visitadas e cerca de quatro mil moradores da localidade receberam informações sobre as formas de combate ao vetor.

A ofensiva contra o mosquito, considerada a maior já realizada pelo município, segundo a superintendente de Vigilância em Saúde (SVS), Selena Michel, se deu após a confirmação de quatro focos da larva do Aedes Aegypti no Bairro Tomazetti – duas residências e dois pontos estratégicos. Os casos foram comunicados ao prefeito Cezar Schirmer e ao secretário de Município da Saúde, José Haidar farret, que aprovaram o planejamento da SVS.

“Todos os agentes foram convocados, inclusive, os que estavam em período de férias. Graças ao empenho de toda a equipe conseguimos eliminar os focos localizados e estancar a presença do mosquito. Mas ainda é preciso estar atento aos cuidados que se deve ter nesta época do ano, como manter caixas d´água tampadas e evitar acúmulo de água parada em pneus e vasos, ambientes considerados propícios ao surgimento da larva”, observou Selena.

Segundo supervisor de Campo do Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), José Francisco Santin, foi um trabalho cansativo, mas os resultados obtidos desde a última quinta-feira foram bastante satisfatórios.

“Não localizamos mais larvas do vetor nas residências visitadas, nas 24 armadilhas e 12 pontos estratégicos monitorados pelos agentes no Bairro Tomazzeti, após a ofensiva. Agora, vamos retornar para o rescaldo, procedimento que irá eliminar as pendências (residências em que os agentes não conseguiram realizar o trabalho) e possibilidade do surgimento de novos focos da larva”, avaliou Santin.

A agente Magali Favarin Kuhn salienta que nos locais onde foram constatadas situações de acúmulo de água parada em vasos de plantas, pneus e outros objetos, foi realizada a aplicação de um produto organofosforado, que interrompe o ciclo de evolução, mata a larva do Aedes Aegypti e evita a proliferação do mosquito transmissor da dengue. Para ela, a prevenção é a arma mais eficiente no combate ao vetor.

“Essa ofensiva vem amparada por um trabalho educativo intenso realizado pelos agentes. São palestras em escolas e instituições, além do monitoramento constante realizado nas 345 Pontos de Armadilhas (PAr) espalhadas por todas as regiões da cidade e outros 315 Pontos Estratégicos.(PE) Foi justamente por esse trabalho, que é diário, que conseguimos localizar e, posteriormente, identificar as larvas em laboratório”, comentou Magali.

Na última sexta-feira (17) a SVS, por força do quadro vislumbrado no Bairro Tomazzeti, lançou um informe técnico dando conta da situação na região Sul da cidade, convocando todos os agentes de combate à dengue e reforçando os procedimentos adotados a partir da confirmação dos focos. O documento informa às unidades de saúde os cuidados na identificação dos sintomas da dengue e os procedimentos que devem ser adotados, entre eles, a comunicação aos órgãos competentes sobre casos suspeitos da doença.

O prefeito Cezar Schirmer fez questão de enaltecer o trabalho desenvolvido pela SVS e pelos agentes de combate à dengue. “Santa Maria possui uma equipe que é referência para outras cidades do Rio Grande do Sul no combate e prevenção à dengue. A prova disso é o trabalho realizado n os últimos. Conseguimos estancar um quadro que era preocupante e, agora, cada um deve fazer a sua parte para evitar a presença da larva e a proliferação do mosquito”, disse o prefeito.

Ciente de que com a chegada do verão aumentam as chances do surgimento do mosquito Aedes Aegypti a Prefeitura lançou, no final de dezembro de 2011, uma ampla campanha de esclarecimento público sobre os cuidados que a população deve tomar para evitar a presença do vetor.

Um jornal informativo foi publicado e uma ampla divulgação foi realizada através dos veículos de imprensa. De acordo com o coordenador da Vigilância Ambiental, Carlos Flávio Barbosa da Silva, a campanha da Prefeitura ajudou a incutir na população a necessidade de se adotar alguns procedimentos simples mas que surtem o efeito desejado no combate ao vetor”, comentou.

Carlos Flávio lembra que a Prefeitura mantém em seu site oficial (WWW.santamaria.rs.gov.br) um link com todas as informações relacionadas à dengue e as formas de combate e prevenção. Para acessar o material, basta clicar no site da Secretaria de Município da Saúde. Na página, aparecerá o banner da campanha institucional da Prefeitura de combate ao vetor e um vídeo.

Em anexo, confira as fotos do trabalho dos agentes de combate á dengue.

O combate ao mosquito transmissor
A chegada do verão é sinal de alerta para que a população adote cada vez mais medidas visando combater a larva e a presença do mosquito transmissor do vírus. A dengue é uma doença causada por um vírus e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Há dois tipos de dengue: a clássica e a hemorrágica. Geralmente, quando contaminada pela primeira vez, a pessoa contrai a dengue clássica. Em uma segunda contaminação, existe um risco muito maior de se contrair a dengue hemorrágica, que é muito mais grave e pode levar à morte. A prefeitura orienta, desde já, a importância dos cidadãos adotarem alguns hábitos que ajudam a prevenir a presença do vetor.

Prefeitura está atenta
O combate à dengue é uma responsabilidade dos órgãos públicos e de toda a população. O mosquito da dengue se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias, como água parada limpa ou pouco poluída. A conscientização da população e a tomada de medidas preventivas são de fundamental importância para a redução e, quem sabe, a erradicação desta doença no Brasil. Em Santa Maria, os agentes de Saúde Pública e Vigilância Ambiental trabalham incessantemente na luta contra o mosquito. Entre as principias ações, estão o monitoramento de larvas, com armadilhas colocadas em locais estratégicos, como as entradas e saídas da cidade e a estação rodoviária. Quando é detectado o caso, os agentes fazem o tratamento (Pesquisa Vetorial Especial) em um raio de 300 metros no entorno da residência onde houve a suspeita de Dengue.

Prefeitura monitora todas as regiões da cidade
A Prefeitura realiza o monitoramento de pontos estratégicos considerados propícios ao desenvolvimento da larva, como cemitérios, borracharias e sucatas. Esses locais, que acumulam água, são inspecionados de 15 em 15 dias. Já a inspeção às armadilhas é realizada uma vez por semana. Nas visitas domiciliares, que são intensificadas nos meses de verão, considerado período de risco, os agentes buscam o apoio da comunidade, no sentido de adotar práticas simples de eliminação dos criadouros existentes dentro do próprio domicílio. Portanto, é muito importante que a população identifique os agentes pelo uniforme e crachá e os recebam em suas residências.

O Histórico da Doença
O Aedes aegypti é originário da África, onde existem as formas silvestres e domésticas e foram trazidas do velho para o novo mundo nos barris de água dos navios, durante o período inicial das explorações e colonizações européias, permanecendo onde as alterações antrópicas propiciem a proliferação.
Sua importância para a saúde pública se deve ao fato de ser o vetor da doença Dengue e febre amarela aos humanos, os primeiros casos registrados na história surgiram no inicio do século passado.

O Quê é Dengue?
Virose que se espalha rapidamente e é transmitida ao homem pelo mosquito Aedes aegypti.

Existe Vacina? Quantas Vezes se Pode Ter Dengue?
Não existe vacina. Existem 4 tipos de vírus (Den 1, Den 2, Den 3 e Den 4), pode-se adoecer por cada um dos vírus circulantes que está no mosquito, então, 4 vezes. Cada tipo confere imunidade.

Como é o Mosquito da Dengue
O inseto é um pernilongo escuro com listras brancas e tem por hábito picar durante o dia.

Como se dá a infecção
O Aedes aegypti somente se infecta com o vírus da Dengue ao picar uma pessoa com a doença, então o mosquito passa a transmitir o vírus.

Como a dengue clássica se manifesta
99% das pessoas apresentam febre durante cerca de sete dias com início abrupto.
60% têm dor de cabeça frontal severa, dores nas articulações e músculos.
50% têm dor atrás dos olhos (retro-orbital).
50% têm prostação, indisposição, perda de apetite, náusea e vômitos.
25% têm manchas vermelhas no tórax e braços.

Importante!
A Dengue se diferencia de resfriados e gripes por não apresentar sintomas respiratórios!
Diante a mínima suspeita de Dengue não utilize medicamento a base de ácido acetil-salicílico. Consulte um médico. Beba bastante água.

O Que Cada Um Pode Fazer para evitar o Mosquito
Não acumular lixo, ou seja, materiais em desuso que retenham água parada como pneus, garrafas, copos, latas;
Tapar a caixa d` água, poços, latões e filtros;
Lavar os pratinhos de folhagens, escovando as bordas para eliminar os ovos do inseto, e não acumular água, podendo colocar areia;
Tratar as piscinas.

Entre em contato/Mais informações
Vigilância Ambiental ou Setor de Equipe da Dengue
Rua Tuiuti, 1926
Telefones: (55) 3921-7158/(55) 3921-7159

Texto e fotos: Fabricio Minussi
 


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