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Publicada em 16/02/2012 - Atualizado em 17/02/2012 12h03m

Hora de reforçar a prevenção à dengue. Mais duas larvas são capturadas pela Vigilância em Saúde

A Prefeitura de Santa Maria orienta a população a reforçar durante o feriadão do Carnaval e todo o verão medidas simples e que ajudam a prevenir a presença do mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypti. Nesta quarta-feira (15), duas larvas do mosquito foram localizadas por agentes do setor de Vigilância em Saúde da Prefeitura. As larvas foram capturadas na Vila Tomazetti, região Sul de Santa Maria, numa das mais de 310 armadilhas espalhadas pela cidade, que são constantemente monitoradas. Ainda nesta quinta-feira, de acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde, Selena Michels, exames laboratoriais confirmaram que as larvas encontradas são do Aedes Aegypti.

Agentes da Dengue já atuam num raio de 300 metros do local onde as larvas foram encontradas, fazendo varreduras e aplicação de um produto organofosforado em residências e estabelecimentos que reúnem as condições propícias à presença do mosquito transmissor, como borracharias e áreas próximas às rodovias. Moradores, principalmente às margens de estradas, estão sendo orientados sobre os cuidados que devem ser observados para evitar a presença do vetor. O trabalho só encerra após a visita a todos os locais dentro do raio de ação estipulado pelos agentes.

Outras duas larvas do mosquito da dengue foram capturadas por agentes da Prefeitura no dia 10 de janeiro. Elas estavam em uma armadilha montada no Bairro Nossa Senhora de Lourdes, também na região Sul da cidade. O último caso de dengue registrado na cidade foi em 2010 – tratou-se de um caso confirmado de indivíduo que contraiu o vírus no Acre.

O combate ao mosquito transmissor

A chegada do verão é sinal de alerta para que a população adote cada vez mais medidas visando combater a larva e a presença do mosquito transmissor do vírus. A dengue é uma doença causada por um vírus e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Há dois tipos de dengue: a clássica e a hemorrágica. Geralmente, quando contaminada pela primeira vez, a pessoa contrai a dengue clássica. Em uma segunda contaminação, existe um risco muito maior de se contrair a dengue hemorrágica, que é muito mais grave e pode levar à morte. A prefeitura orienta, desde já, a importância dos cidadãos adotarem alguns hábitos que ajudam a prevenir a presença do vetor.

Prefeitura está atenta

O combate à dengue é uma responsabilidade dos órgãos públicos e de toda a população. O mosquito da dengue se reproduz em qualquer lugar que houver condições propícias, como água parada limpa ou pouco poluída. A conscientização da população e a tomada de medidas preventivas são de fundamental importância para a redução e, quem sabe, a erradicação desta doença no Brasil. Em Santa Maria, os agentes de Saúde Pública e Vigilância Ambiental trabalham incessantemente na luta contra o mosquito. Entre as principias ações, estão o monitoramento de larvas, com armadilhas colocadas em locais estratégicos, como as entradas e saídas da cidade e a estação rodoviária. Quando é detectado o caso, os agentes fazem o tratamento (Pesquisa Vetorial Especial) em um raio de 300 metros no entorno da residência onde houve a suspeita de Dengue.

Prefeitura monitora todas as regiões da cidade

A Prefeitura realiza o monitoramento de pontos estratégicos considerados propícios ao desenvolvimento da larva, como cemitérios, borracharias e sucatas. Esses locais, que acumulam água, são inspecionados de 15 em 15 dias. Já a inspeção às armadilhas é realizada uma vez por semana. Nas visitas domiciliares, que são intensificadas nos meses de verão, considerado período de risco, os agentes buscam o apoio da comunidade, no sentido de adotar práticas simples de eliminação dos criadouros existentes dentro do próprio domicílio. Portanto, é muito importante que a população identifique os agentes pelo uniforme e crachá e os recebam em suas residências.

 

Fique atento

- Água parada em pneus sem uso (preferido pelo mosquito);

- Caixa d`água tampada (devem ser bem lacradas)

- Piscinas sem tratamento

- Garrafas jogadas, latas vazias, copos com restos de líquido

- Terrenos baldios

- Sanga

-Vasos de plantas com pratos com água parada

 

Sintomas da doença

- Febre

- Dores nas articulações

- Dor no fundo dos olhos

- Diferente da gripe normal porque não tem secreção e nem tosse

- Não pode tomar Ácido Acetil Salicílico (AAS), porque pode ocorrer hemorragia

 

Entre em contato

Vigilância Ambiental ou Setor de Equipe da Dengue

Rua Tuiuti, 1926

Telefones: (55) 3921-7158/(55) 3921-7159

 

Dengue Clássica

Geralmente, os sintomas da dengue iniciam de uma hora para outra e duram entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39°a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas. Os sintomas da Dengue Clássica duram até uma semana. Após este período, a pessoa pode continuar sentindo cansaço e indisposição.

 

Dengue Hemorrágica

Os sintomas da dengue hemorrágica se assemelham à dengue clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pelo e nos órgãos internos. A dengue hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. Na dengue hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam, a pressão arterial do doente cai o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte

 

O diagnóstico

O diagnóstico da dengue é realizado com base na história clínica do doente, exames de sangue, que indicam a gravidade da doença, e exames específicos para isolamento do vírus em culturas ou anticorpos específicos. Para comprovar a infecção com o vírus da dengue, é necessário fazer a sorologia, que é um exame que detecta a presença de anticorpos contra o vírus do dengue. A doença é detectada a partir do quarto dia de infecção.

 

Fonte: www.combateadengue.com.br)

 


Texto: Fabricio Minussi

Fotos: João Alves


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