Prefeitura entrega Banco Vermelho ao Ciosp para reforçar combate à violência contra a mulher
09/04/2026 | atualizado às 15h42m
Ato realizado na manhã desta quinta-feira (9) marca união entre os poderes público e judiciário e a iniciativa privada. Símbolo internacional alerta para o feminicídio
Promovendo a conscientização sobre o combate à violência contra a mulher, a Prefeitura de Santa Maria realizou a entrega, na manhã desta quinta-feira (9), de um novo Banco Vermelho para a população. A instalação ocorreu no Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), localizado no Bairro Nossa Senhora Medianeira. A iniciativa integra um programa internacional que visa prevenir e combater a violência de gênero e os feminicídios no país, servindo como um convite visual para que a sociedade reflita sobre a necessidade de apoiar as vítimas.
“O Banco Vermelho é um símbolo de reflexão para que a violência contra a mulher não seja normalizada. O trabalho integrado em Santa Maria tem reduzido os indicadores de violência e nós entendemos a segurança como essencial para a qualidade de vida. Além disso, o papel da educação infantil é uma ferramenta fundamental de conscientização de base para as nossas futuras gerações”, destacou o prefeito Rodrigo Decimo.
A escolha do Ciosp para receber o novo exemplar se dá por sua atuação no enfrentamento diário à criminalidade. No local, está instalada a Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) da Polícia Civil, que serve de porta de entrada para maioria das ocorrências. Também conta com a Sala das Margaridas, um espaço especializado para mulheres que aguardam atendimento após serem vítimas de violência.
“Este banco no Ciosp tem um valor simbólico enorme, pois aqui é um espaço de acolhida para mulheres que, por vezes, hesitam em efetivar denúncias. A mudança da sociedade começa na base e, por isso, o trabalho pedagógico que realizamos nas escolas municipais é o caminho para garantir um futuro melhor e mais seguro às nossas crianças”, pontuou a vice-prefeita Lúcia Madruga.
Por meio da Secretaria de Educação, a Prefeitura implementou o programa “Construindo Escolas Seguras: Educação para o Enfrentamento da violência Contra Meninas e Mulheres”. A iniciativa prevê o desenvolvimento de atividades pedagógicas nas 86 escolas da Rede Municipal de Ensino (RME), além da instalação de bancos vermelhos nas unidades escolares, sendo a mais recente na EMEI Circe Terezinha da Rocha, no bairro Diácono João Luiz Pozzobon.
“A repressão sozinha não resolve o problema, é fundamental focarmos na prevenção e em políticas públicas transversais. A instalação deste banco aqui é muito significativa, pois o Ciosp é o local onde a notícia da violência chega e onde o socorro é produzido 24 horas por dia. Nosso objetivo é garantir uma sociedade mais justa e que respeite as mulheres”, afirmou o secretário de Segurança e Ordem Pública, Getúlio de Vargas.
“A luta contra a violência doméstica é uma guerra de todos nós, exigindo o engajamento de toda a sociedade e da iniciativa privada. O Ciosp é um exemplo nacional e, muitas vezes, a primeira porta de entrada para mulheres que buscam auxílio”, ressaltou o titular do Juizado da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do Fórum de Santa Maria, juiz Rafael Pagnon Cunha, também presente na entrega.
O PROJETO
O projeto internacional nasceu na Itália, em 2016, e os bancos simbolizam o lugar vazio deixado por uma mulher vítima de feminicídio, utilizando a cor vermelha para representar o sangue derramado e advertir para um "stop" na violência de gênero. No Brasil, a instalação dos equipamentos em locais públicos está prevista na Lei Federal nº 14.942/2024.
Em Santa Maria, a articulação do projeto ocorre por meio do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM). A estrutura física do banco inaugurado no Ciosp foi doada pela empresa Monte Alto Empreendimentos, representada no evento por Julian Ruviaro e Jefferson Reis.
“O investimento em educação infantil e creches deve ser um projeto de Estado, pois garante liberdade para que as mães trabalhem e conquistem independência financeira para se livrarem de opressores. Agradecemos a abertura das portas do Ciosp e a doação pela iniciativa privada. É essencial criarmos crianças saudáveis para que as mulheres sejam efetivamente empoderadas”, defendeu a presidente do COMDIM, Cida Brizola.
“Fortalecer as redes de apoio é essencial para enfrentar a violência e preparar a nova geração para não cair em armadilhas. Agradecemos a acolhida emblemática do município ao programa, pois a parceria com a educação é vital para formarmos uma verdadeira geração da paz”, explicou a embaixadora do projeto na Região Central e secretária do COMDIM, Diocélia Teixeira.
Também estiveram presentes na cerimônia a secretária de Governança, Carolina Lisowski; o secretário de Desenvolvimento Rural, Marcelo Dalla Corte; o secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Wagner da Rosa; a presidente da Comissão da Mulher da OAB, advogada Tâmara Camargo; a titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), delegada Elizabete Shimomura; o delegado penitenciário regional, Fabricio Dias Ragagnin; a responsável pela Coordenadoria da Mulher, Gezabel Pretto; a coordenadora de Igualdade Racial, Cláudia Bassoaldo; e a coordenadora do CRAS Norte, Melissa Prass. Representando a Brigada Militar, compareceu o capitão Perlim.
NÃO SE CALE, DENUNCIE
Rede de apoio
• Central de Atendimento à Mulher – 180
• Direitos Humanos – 100
• Patrulha Maria da Penha (Polícia Militar) – 190
• Disque-Denúncia – 181
Em Santa Maria
• Centro de Referência da Mulher (CRM) – (55) 3174-1519, opção 2, e (55) 99139-4971 (telefone e WhatsApp)
• Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) – (55) 3174-2252
• Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA) – (55) 3174-2225
• Juizado da Violência Doméstica – (55) 99617-5702 (telefone e WhatsApp)
COMO IDENTIFICAR A VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
De acordo com a Lei Maria da Penha, a violência pode ser classificada em diversas categorias:
• Violência física – Qualquer ação que cause dano à integridade física da vítima
• Violência psicológica – Qualquer ação que prejudique a saúde mental da vítima, como humilhações, xingamentos e ameaças
• Sexual – Ações que obriguem a vítima a realizar atividades sexuais contra a sua vontade
• Patrimonial – Apropriação, retenção ou destruição de bens da vítima
• Moral – Calúnia, difamação ou injúria praticada contra a vítima
Utilize o violentômetro para identificar situações de abuso
O violentômetro é uma escala que te ajuda a identificar diferentes níveis de violência em um relacionamento.
Aprenda a utilizá-lo para reconhecer os sinais de alerta e buscar ajuda.
Texto: Lenon de Paula (MTb: 18.763)
Foto: Samuel Marques / Prefeitura
Secretaria de Comunicação
Prefeitura Municipal de Santa Maria