Gare da Estação Férrea

É o conjunto arquitetônico de estética muito simples e formal com o mínimo de decoração, formado por vários pavilhões inaugurados entre 1899 e 1900. De tipologia comum a outras estações ferroviárias do sul do país, ali funcionavam escritório e venda de passagens, armazéns, restaurantes e sanitários.
 

A Estação da Viação Férrea começou a ser construída por um decreto imperial de 1873. A data certa da inauguração, porém, ainda é discutida. Alguns autores trazem como sendo 1885, outros falam em 1899 e 1900. O estilo do prédio, hoje chamado de Gare, foi projetado pelo engenheiro Teixeira Lopes, com influência das arquiteturas belga e inglesa.    O terreno foi doado por Ernesto Beck. Inicialmente, a gare contava com o prédio central de dois andares e com um anexo que não existe mais. No começo de 1920, quando a rede ferroviária era administrada pela Viação Férrea do Rio Grande do Sul (VFRGS) , foram construídas a plataforma coberta de embarque e desembarque e alguns armazéns. A Gare foi tombada como patrimônio histórico do RGS em 2000. Em 2007, um projeto da Caixa deu início à reforma do local. 

Com a privatização da Rede ocorrida na década de 90, a gare sofreu o descaso e abandono por parte da empresa que adquiriu o complexo e acabou sendo alvo de vários incêndios criminosos. Hoje, sob a proteção da Prefeitura Municipal, vem sendo aproveitada como espaço cultural e faz parte de um projeto de revitalização de todo o patrimônio arquitetônico que se relaciona com a memória ferroviária local – a Mancha Ferroviária.

 





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